Para estudar para o concurso do TRT-8 em 2026, comece pela conta da nota: na prova objetiva, cada questão certa vale o mesmo, seja de Conhecimentos Gerais ou Específicos, e você precisa acertar 36 das 60 para seguir. Daí saem as prioridades, o cronograma e o que cortar.
A data prevista é 17 de janeiro de 2027, o que deixa cerca de 14 semanas a partir do início de outubro, com as festas de fim de ano no meio. Não é pouco tempo, mas também não sobra semana para estudar sem direção.
O que o edital exige de quem vai prestar
A regra que mais muda a preparação é a soma dos pesos. Os Gerais têm 20 questões com peso 1, e os Específicos têm 40 questões com peso 2. Feita a média, cada acerto vale um sexto de ponto, em qualquer bloco. Como o corte da objetiva é 6,00, isso significa 36 acertos. Não existe nota mínima separada por bloco, então um desempenho forte nos Específicos pode compensar um tropeço em Matemática, e o contrário também vale.
O segundo ponto é a discursiva, feita no mesmo período da objetiva. Quem disputa a Área Judiciária ou Oficial de Justiça escreve um estudo de caso de 15 a 30 linhas sobre o conteúdo específico. Para todos os outros cargos, inclusive os de Técnico, há uma redação dissertativo-argumentativa de 20 a 30 linhas. Nas duas, também é preciso tirar 6,00. Só que a banca corrige apenas os textos de quem ficou bem classificado na objetiva, até um número fixo por cargo. Ou seja: a objetiva decide se a sua redação será lida.
O terceiro ponto é o tipo de vaga. Todas as oportunidades são de cadastro de reserva. Isso não torna o concurso pior, mas muda a meta: passar raspando adianta pouco quando as nomeações seguem a classificação ao longo de até quatro anos de validade. Estude para ficar no alto da lista, não só para atingir o mínimo.
Por onde começar: as disciplinas que mais pesam
O edital não distribui as questões por disciplina, só por bloco. Por isso, a melhor régua é o tamanho de cada bloco e o que é comum a todos os cargos.
- Língua Portuguesa abre o estudo. Aparece para todos os 24 cargos, sustenta a redação e cobra muita reescrita de frases. Estudar gramática pensando no texto que você vai escrever resolve duas provas de uma vez.
- Noções de Legislação é o terreno em que o candidato médio estuda pouco. Código de Ética do tribunal, Regimento Interno e resoluções do CNJ e do CSJT são textos fechados: leia o original, marque prazos e competências e refaça questões até os detalhes saírem de memória.
- Direito Administrativo está no programa específico de quase todos os cargos, quase sempre ao lado de Direito Constitucional. Lei 8.112/1990, atos administrativos e licitações pela Lei 14.133/2021 merecem revisão periódica até a prova.
- A disciplina central do seu cargo, seja Direito do Trabalho, Tecnologia da Informação, Contabilidade ou Enfermagem, ocupa a maior parte dos 40 Específicos. É ela que separa quem fica no topo de quem só passa no corte.
Matemática, Direitos Humanos e Informática entram em seguida, com sessões curtas e frequentes. Para conferir a lista completa de cada cargo, consulte o edital completo e conteúdo programático do concurso TRT-8 2026.
Como montar o cronograma até a prova
Com cerca de 14 semanas, uma divisão em três fases funciona bem:
- Semanas 1 a 6: base. Passe por toda a teoria da disciplina central do cargo e de Português, sempre com questões no mesmo dia. Reserve um dia por semana para a legislação interna do tribunal.
- Semanas 7 a 11: questões e redação. A teoria nova vira exceção. Resolva blocos de questões por assunto, anote os erros e escreva uma redação ou um estudo de caso por semana, sempre no limite de linhas exigido.
- Semanas 12 a 14: simulados e revisão. Faça provas completas no tempo real, de 4h30, contando a discursiva. Revise só o que errou e os textos normativos de memorização.
Dezembro tende a ser o mês em que o plano escorrega. Defina antes uma carga mínima para os dias de festa, nem que seja uma hora de revisão, para não perder o ritmo justamente na fase de questões. E acompanhe o site da FCC: o cronograma é previsto e pode mudar.
Como treinar para o estilo da banca
A organizadora é a Fundação Carlos Chagas, e a prova traz cinco alternativas por questão. Nesse formato, o erro mais comum não é desconhecer o assunto, mas confundir duas alternativas quase iguais. Treine lendo o comando até o fim, sublinhando palavras como "exceto" e "incorreta", e eliminando opções antes de escolher.
Na legislação, o treino é ler a norma como ela está escrita. Questões sobre regimento e resoluções costumam trocar um prazo, um órgão ou uma competência, e só quem leu o texto original percebe a troca. Na redação, pratique com um tema, um parágrafo de introdução com a sua tese e dois de desenvolvimento, e revise a norma-padrão: ela responde por 3 dos 10 pontos.
Erros que fazem o candidato perder pontos nesse tipo de prova
- Deixar a redação para o fim. Escrever bem exige prática semanal. Fugir do tema zera o texto, e ficar abaixo de 20 linhas custa pontos.
- Decorar redação pronta. O edital zera textos copiados de modelos disponíveis ao público. Treine estrutura, não frases.
- Estudar só os Específicos. Como cada acerto vale o mesmo, as 20 questões de Gerais são a parte mais barata de garantir.
- Ignorar a legislação do tribunal. Ela é curta, cobrada de todos e fácil de transformar em acerto.
- Não simular o tempo. São 4h30 para 60 questões e um texto. Quem nunca treinou esse ritmo costuma terminar a redação com pressa.
- Esquecer a inscrição. O prazo termina em 5 de novembro, e o pagamento vale até o dia seguinte.
Perguntas frequentes
Quantas questões preciso acertar para passar na objetiva do TRT-8?
Pelo menos 36 de 60 na ampla concorrência. A nota é uma média com peso 1 para os Gerais e peso 2 para os Específicos, o que faz cada acerto valer igual. Para cotistas, o corte cai para 4,80, ou seja, 29 acertos.
O concurso do TRT-8 tem vagas imediatas?
Não. Todos os 24 cargos são para cadastro de reserva, e quem for aprovado é chamado à medida que abrem vagas durante a validade. A validade é de dois anos, prorrogável uma vez por igual período.
Técnico Judiciário do TRT-8 exige nível superior?
Sim. Os quatro cargos de Técnico pedem diploma de graduação, e alguns têm requisitos extras, como curso técnico de enfermagem, curso de programação ou carteira de habilitação categoria B para Agente da Polícia Judicial.
Todos os cargos fazem redação?
Todos fazem uma prova discursiva no mesmo dia da objetiva. Área Judiciária e Oficial de Justiça escrevem um estudo de caso; os demais 22 cargos escrevem uma redação dissertativo-argumentativa.
Onde a prova será aplicada?
Em Belém, Marabá, Santarém e Macapá. Você escolhe a cidade no momento da inscrição, e os Analistas fazem a prova de manhã, enquanto os Técnicos fazem à tarde.
Comece a estudar com um plano feito para o seu cargo
Na Concursaria, você monta um plano de estudos que se adapta ao edital do TRT-8 e ao seu desempenho, resolve questões inéditas geradas por IA no estilo da banca e revisa com flashcards, resumos e revisão espaçada. Também há simulados e aulas por tópico, e quem assina o Premium conta com correção de redação por IA. Dá para começar pelo plano gratuito e conferir os outros em nossos planos.



