CConcursarIA
Voltar ao blog

Como estudar para o concurso CASAN 2026: por onde começar

C
Concursaria
9 de setembro de 2026
Como estudar para o concurso CASAN 2026: por onde começar

Para estudar para o concurso da CASAN 2026 você precisa resolver uma conta simples antes de abrir qualquer apostila: das 50 questões da prova, 25 são do seu cargo e 25 são iguais para todos os candidatos de nível superior. Quem entende isso na primeira semana distribui o tempo certo; quem não entende passa dois meses revisando português e chega despreparado na parte que realmente separa os aprovados.

O prazo é curto e conhecido: o edital saiu em 4 de setembro e a aplicação da objetiva cai em 22 de novembro de 2026, no turno da tarde. São pouco mais de dez semanas. Este texto mostra como usá-las — o que priorizar, como dividir o cronograma e quais erros custam pontos em uma prova em que metade dos candidatos costuma se perder na disciplina errada.

O que o edital exige de quem vai prestar

A seleção tem apenas duas etapas, e nenhuma delas é discursiva. Não há redação, prova prática ou teste físico: tudo se decide em uma prova objetiva de múltipla escolha e em uma avaliação de títulos que apenas soma pontos. Na prática, isso significa que sua nota depende de acertar questões e de anexar os diplomas certos no prazo.

São quatro horas para responder 50 questões com cinco alternativas cada, uma única correta. O corte é de 25 pontos — metade do total. Parece confortável, mas o candidato que abandona os 25 pontos específicos precisaria de um desempenho quase perfeito no restante para sobreviver, e isso raramente acontece.

A prova de títulos merece uma linha à parte porque muita gente descobre tarde demais. Ela não elimina ninguém, só acrescenta até 10 pontos: um doutorado na área vale 4 pontos, o mestrado vale 3 e cada pós-graduação de 360 horas ou mais vale 1, com teto de 3 pontos nessa categoria. Se você já tem um desses cursos, separe diploma e histórico escolar agora — a convocação para enviar os documentos acontece em dezembro, com prazo de poucos dias.

Por onde começar: as disciplinas que mais pesam

A ordem de prioridade vem do próprio peso de cada bloco. Metade da prova cobra apenas o conteúdo técnico do cargo que você escolheu, seja Engenharia Civil, Analista de Dados, Contador ou Psicólogo. É aqui que você deve colocar pelo menos metade do seu tempo de estudo, todos os dias, desde a primeira semana.

Depois vem português, com dez questões — o segundo maior bloco isolado e o mais previsível de todos. Interpretação de texto, crase, concordância, regência e pontuação aparecem em qualquer banca e rendem pontos com treino de questões, não com leitura de gramática.

Raciocínio lógico e matemático traz sete questões e costuma ser o vilão de quem vem da área de humanas. O caminho mais curto é escolher os assuntos que se repetem — porcentagem, regra de três, proposições e conjuntos — em vez de tentar cobrir o programa inteiro em dez semanas.

Legislação vale cinco questões e é o bloco com melhor retorno por hora estudada. O programa é curto, fechado e específico da companhia: leis de águas e saneamento, normas estaduais catarinenses e o regimento interno da própria CASAN, além dos códigos e políticas publicados no site de relações com investidores da empresa. É conteúdo que quase ninguém domina e que se decora em poucos dias.

Atualidades e conhecimentos gerais fecham a lista com três questões. Leia notícias sobre Santa Catarina e meio ambiente por quinze minutos ao dia, e só. Estudar esse bloco a fundo é o erro de alocação mais comum entre candidatos ansiosos. A lista completa de tópicos de cada matéria, cargo por cargo, está no edital completo e conteúdo programático do concurso CASAN.

Como montar o cronograma até 22 de novembro

Com onze semanas até a prova, um recorte que funciona é dividir o período em três blocos. Nas quatro primeiras semanas, faça a primeira passada completa pelo conteúdo específico do seu cargo e comece português em paralelo, três vezes por semana. Não tente decorar nada ainda: o objetivo é mapear o que você já sabe e o que nunca viu.

Nas quatro semanas seguintes, inverta a lógica: menos leitura, mais questões. Resolva blocos de exercícios do seu cargo todos os dias e comece legislação, que rende mais quando estudada perto da prova, com revisões curtas e frequentes. Nesse período você já deve fazer um simulado completo por semana, cronometrado em quatro horas.

As três semanas finais são de revisão e simulados, nada mais. Reveja seus erros, refaça as questões que errou, releia a legislação inteira duas vezes e treine o ritmo: 50 questões em quatro horas dão cerca de quatro minutos e meio por questão, tempo suficiente para ler com calma, mas não para travar em duas ou três.

Se você ainda não se inscreveu, resolva isso antes de qualquer estudo. As inscrições vão até 5 de outubro pelo site da banca organizadora e custam R$ 150,00; o pedido de isenção da taxa teve janela própria, logo no início de setembro.

Como treinar para o estilo da prova

Duas características do edital devem mudar a forma como você resolve questões. A primeira é o formato: cinco alternativas por questão, o que reduz a chance do chute e premia quem elimina distratores com segurança. A segunda é o recorte da legislação, muito colado à letra da lei e às normas internas da companhia — cobrança que costuma vir literal, não interpretativa.

Traduza isso em treino: resolva questões no mesmo formato da prova, sempre justificando por que as outras quatro alternativas estão erradas. Esse hábito vale mais do que reler o material, porque expõe exatamente o que você acha que sabe e não sabe.

Erros que fazem o candidato perder pontos

O primeiro é estudar por material genérico de concursos em vez de seguir o anexo de conteúdo programático do edital. O programa do seu cargo é específico e nomeia leis, normas técnicas e temas que nenhum curso genérico cobre na mesma profundidade.

O segundo é ignorar que a maior parte dos cargos é de cadastro de reserva. Isso desanima muita gente, mas o concurso vale dois anos e pode ser prorrogado por mais dois, e a companhia convoca conforme a necessidade — ficar bem colocado hoje é o que garante a chance amanhã.

O terceiro é deixar a base para depois. Português, raciocínio lógico, legislação e atualidades somam 25 questões, exatamente o mesmo peso do bloco técnico. Quem trata esse conjunto como detalhe joga fora metade da prova.

O quarto é não treinar em condições reais. Fazer dez questões por dia sentado no sofá não prepara ninguém para quatro horas seguidas de concentração à tarde, que é quando a prova será aplicada.

Perguntas frequentes

Quando é a prova do concurso da CASAN 2026?

A aplicação da prova objetiva está prevista para 22 de novembro de 2026, no período da tarde. O local exato é informado no cartão de informação do candidato, disponibilizado em novembro. A cidade de prova foi escolhida no ato da inscrição, entre oito opções espalhadas pelo estado: Chapecó, Canoinhas, Criciúma, Curitibanos, Rio do Sul, São Joaquim, São Miguel do Oeste e a região da capital.

O concurso da CASAN tem prova de redação?

Não. Para os cargos de nível superior deste edital, a avaliação se resume à prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e à prova de títulos, apenas classificatória. Não existe fase discursiva, o que concentra todo o esforço de preparação em questões de múltipla escolha.

Quanto preciso acertar para não ser eliminado?

É preciso somar ao menos 25 pontos, o equivalente a 25 acertos entre as 50 questões. Como cada questão vale um ponto, independentemente da disciplina, errar uma pergunta de atualidades custa o mesmo que errar uma do seu conteúdo técnico — e é por isso que o bloco específico, com 25 questões, decide a classificação.

Vale a pena estudar mesmo com o cargo em cadastro de reserva?

Vale, desde que você entenda o jogo. Só alguns cargos têm vaga de provimento imediato; o resto forma cadastro. Como o prazo de validade é de dois anos, prorrogável por mais dois, quem fica nas primeiras posições tende a ser chamado ao longo desse período, conforme as necessidades da companhia.

Dá tempo de estudar começando agora?

Dá, se o estudo for dirigido. Dez semanas são suficientes para uma passada completa no conteúdo específico, um ciclo consistente de questões e três semanas de revisão — desde que você não tente cobrir tudo com a mesma profundidade e aceite priorizar o que tem mais peso.

Como a Concursaria pode ajudar nessa preparação

A Concursaria monta um plano de estudos que se adapta ao edital do concurso e ao seu desempenho, para que o tempo vá justamente onde você erra mais. As questões são inéditas, geradas por inteligência artificial no estilo da banca, e vêm acompanhadas de simulados, flashcards, resumos, aulas por tópico e revisão espaçada — o ciclo completo que uma preparação de dez semanas exige. Há um plano gratuito para começar hoje mesmo e, se quiser comparar o que cada plano entrega, veja os planos da Concursaria. Antes disso, abra o painel de concursos abertos e confira o programa do seu cargo com atenção: é dele que sai todo o resto do seu cronograma.

Compartilhar